Sistema contábil

Importar lançamentos no Domínio a partir do extrato bancário

O Domínio importa lançamentos por arquivo, e é isso que permite parar de digitar extrato. O que trava a maioria dos escritórios não é o conceito — é o formato: um caractere fora do lugar e ele recusa o arquivo inteiro.

O formato que o Domínio aceita

O arquivo de importação de lançamentos é texto puro, uma linha por registro. O layout mais usado é o dos registros |6100|:

|0000|63636500000134|
|6000|X||||
|6100|02/06/2026|8|504|4000,00|73|PIX RECEBIDO REM ...||||

Lendo a linha do lançamento da esquerda para a direita: a data, a conta de débito, a conta de crédito, o valor, o código de histórico e o complemento — o texto que aparece no razão.

As contas vão pelo código reduzido

Este é o primeiro tropeço de quem monta o arquivo à mão: o Domínio espera o código reduzido da conta, e não a classificação estruturada. No exemplo acima, 8 é o banco e 504 é a contrapartida — não 1.1.02.01.0001.

E o reduzido é de cada empresa: o 506 de um cliente não é o 506 do outro. Por isso o plano de contas precisa estar cadastrado por cliente antes de qualquer importação.

O cabeçalho leva o CNPJ, só dígitos

O registro |0000| identifica a empresa pelo CNPJ sem pontuação. CNPJ com ponto e barra faz o arquivo ser recusado antes mesmo de chegar aos lançamentos.

O erro que mais custa caro: o ponto de milhar. O Domínio aceita 4000,00 e recusa 4.000,00 — e a recusa não é da linha, é do arquivo inteiro. Um escritório que conhecemos teve o arquivo de julho devolvido por causa disso, com o mês fechado e a data batendo.

Os dois layouts que existem na prática

Além dos registros |6100|, há o CSV antigo, do lanctos.txt, que muitos escritórios ainda usam:

02/01/2024;8;529;25466,13;74;TED-Pag Fornecedores ...;1;15;;

Aqui os campos vão por ponto e vírgula, e no fim aparecem a sequência e o código da empresa no Domínio. Os dois layouts convivem: o que decide é como o seu Domínio está configurado para receber.

Por que o trabalho manual não é digitar — é decidir

Montar o arquivo é a parte fácil. O que consome o fechamento é escolher, lançamento por lançamento, qual conta entra na contrapartida. Um extrato de 150 linhas são 150 decisões, e elas se repetem todo mês: a mesma tarifa, o mesmo aluguel, o mesmo fornecedor escrito de cinco maneiras diferentes pelo banco.

É exatamente aí que o Monettare age. Ele lê o extrato (OFX ou PDF), propõe a contrapartida a partir das regras do escritório e do que já foi classificado antes, e monta o arquivo no layout do Domínio — conferindo, antes de gravar, se débito bate com crédito e se toda conta existe no plano daquele cliente.

Como o layout foi conferido

Layout lido de documentação erra em detalhe, e detalhe aqui custa o arquivo recusado. O exportador do Monettare foi conferido contra 312 arquivos de importação reais que o Domínio já havia aceitado: cada um é lido, reescrito pelo programa e comparado byte a byte com o original. Qualquer mudança que quebre o formato falha na hora, e não no fechamento do cliente.

O caminho, na prática

  1. Importe o plano de contas do cliente — é o mesmo relatório de "Alteração da Estrutura do Plano de Contas" que o Domínio exporta, em PDF ou planilha.
  2. Cadastre os bancos do cliente com o código reduzido de cada conta.
  3. Solte o extrato do mês. O programa reconhece o banco e diz o que entendeu antes de gravar.
  4. Confira o que foi preenchido e grave — o que você corrigir, ele aprende para o mês seguinte.
  5. Exporte e importe no Domínio.

Veja com um extrato seu. A demonstração leva 20 minutos e é feita com um extrato de um cliente real do seu escritório — não com exemplo pronto.

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Veja também: de quais bancos o Monettare lê o extrato · o que é o Monettare